Basquiat no CCBB

16/02/2018, Por

Jean-Michel Basquiat foi um dos poucos afro-americanos num mundo artístico predominantemente branco nos anos 1970 e 1980, em plena Nova York à beira de um colapso econômico. E, pela primeira vez, o artista nova-iorquino de ascendência afro-caribenha ganha retrospectiva no Brasil.

Com mais de 80 peças, entre quadros, desenhos, gravuras e pratos pintados, a mostra no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) fica em São Paulo até dia 7 de abril para, em seguida, ser apresentada em Brasília (21.04 a 01.07), Belo Horizonte (16.07 a 26.09) e Rio de Janeiro (12.10 a 08.01 de 2019).

A produção de Basquiat começou nas paredes do artístico bairro de Downtown Manhattan e no metrô nova-iorquino, particularmente nos vagões do trem D que levava o artista para casa. Sob o pseudônimo SAMO (aka Same Old Shit) ele assinava os grafites, que logo chamaram a atenção da cenal cool da época, com o amigo Al Diaz.

A trajetória do artista é contada na exposição desde o momento em que ele deixou de vender cartões postais de sua autoria nas ruas, passando pela amizade com Andy Warhol, até os momentos finais de sua produção.

Basquiat morreu de overdose aos 27 anos e, mesmo tão jovem, já havia se tornado uma estrela do cenário artístico de Nova York. O momento de empolgação e decadência que a cidade vivia criou um paraíso de criatividade, muito explorado pelo artista. Suas obras, marcadas pelo uso, muitas vezes, de materiais simples – como papel comum, colagens, cópias reprográficas e a combinação de imagens humanas e palavras – reproduzia os ritmos, sons e os cenários político, literário e musical de NYC. Must see!

Jean-Michel Basquiat

Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro. São Paulo-SP

Julio Le Parc: Da Forma à Ação

29/12/2017, Por

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Aos 89 anos, o argentino Julio Le Parc ganha retrospectiva no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. A mostra Da Forma à Ação reúne mais de 100 obras do artista, pioneiro da arte cinética e da opt art, desde trabalhos iniciais até os mais conhecidos.

Le Parc, logo após mudar-se para Paris, tornou-se, em 1960, membro fundador do coletivo de artistas Grupo de Pesquisa de Artes Visuais (GRAV). Ao enfatizar o poder social de objetos e situações de arte não mediados e desorientadores, o argentino buscou limpar as estruturas e sistemas que separam espectador de obra.

Sua inovação no campo da luz, movimento e percepção foi central para os movimentos da arte cinética e ótica da época, enquanto suas teorias de imediatismo e espectadorismo como veículo de mudança social e política, continuaram a integrar a vanguarda parisiense de 1960 adiante.

Esse espírito da arte como ímpeto para empoderamento social move-se pela mostra em três secções temáticas: Da superfície ao objeto, Deslocamento; Contorções; Relevos, e Jogo & Política de participação.

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Em cartaz até o dia 25 de fevereiro de 2018.

Julio Le Parc: Da Forma à Ação

Endereço: Av.Brigadeiro Faria Lima, 201, Pinheiros – São Paulo – SP

Robert Frank: Os americanos

04/10/2017, Por

A famosa série Os Americanos, de Robert Frank – um dos nomes mais importantes da história da fotografia -, desembarca pela primeira vez no Brasil, no Instituto Moreira Salles (IMS), de São Paulo. A mostra, com 83 fotografias em cópias da década de 1980, pertence à coleção da Maison Européenne de la Photographie, de Paris, e é uma das poucas séries completas da obra de Frank.

Os Americanos, Robert Frank

Os americanos é o resultado da jornada do fotógrafo pelos Estados Unidos. Ele percorreu quase todos os estados com um velho carro usado, por cerca de nove meses, e originou mais de 28 mil fotografias, que se tornaram verdadeiros retratos de uma América multifacetada. O registro dos personagens do país em recortes sociais, econômicos, culturais e políticos distintos deram origem a um livro homônimo, que será publicado pelo IMS em parceria com a célebre editora alemã Steidl.

Na série, Frank revela plena maturidade artística, desenvolvendo uma síntese de suas inquietações em relação à fotografia e aos limites dela como linguagem. Rompeu definitivamente com o predomínio da técnica sobre a intuição e a expressão pessoal e, aos poucos, se tornou um marco divisor da fotografia no século XX. Sua obra privilegia experimentação e busca. Com Os americanos, o fotógrafo inaugurou a fotografia de rua (street photography) e de estrada, livre de narrativas estruturadas. Uma poética que se tornou modelo e referência.

A exposição apresenta também o projeto Os livros e os filmes, desenvolvido por Robert Frank em parceria com o renomado editor e impressor Gerhard Steidl.

Os americanos, Robert Frank

Em cartaz até 30 de dezembro de 2017.

Robert Frank: Os americanos + Os livros e os filmes

Endereço: Avenida Paulista, 2424 – São Paulo, SP

Soul of a Nation

27/09/2017, Por

Pela primeira vez, o trabalho de artistas afro-americanos durante os anos de maior intolerância nos Estados Unidos é tema de exposição no Tate Modern, em Londres. Soul of a Nation: Art in the age of black power resgata o período mais dramático na arte americana, em que os negros se consolidaram como protagonistas.

Soul of a Nation: Art in the Age of Black Power

Foi no auge dos Direitos Civis, em 1963, que personalidades importantes como Martin Luther King Jr. – e seu famoso discurso durante a Marcha em Washington por Emprego e Liberdade –, Malcom X, Angela Davis e John Coltrane ganharam força na luta pela valorização no orgulho afro-americano. Os grupos Spiral e Black Power trouxeram uma imagem visual sobre a temática politizada.

A mostra reúne 150 pinturas, esculturas, fotos e instalações de 60 artistas, além de debates sobre a definição da estética negra, sua criação e aceitação entre os anos 1963 e 1983. Um must-visit se você estiver na terra da rainha!

Em cartaz até o dia 22 de outubro de 2017.

Soul of a Nation: Art in the age of black power

Endereço: Bankside, London SE1 9TG

Pedro Correia de Araújo no MASP

29/08/2017, Por

Talvez Pedro Correia de Araújo seja um nome que poucos associem ao Salão Revolucionário de 1931. Mas ao lado das obras de Tarsila do Amaral, Anita Malfatti e Di Cavalcanti, estavam as pinturas do artista. De família Pernambucana, nasceu em Paris e, pela primeira vez, ganha mostra dedicada ao seu trabalho – de suma importância para a história da arte brasileira.

Pedro Correia de Araújo no MASP

No subsolo do Museu de Arte de São Paulo (MASP), Pedro Correia de Araújo: erótica reúne cerca de 70 obras pintadas entre 1929 e 1955, período que enfoca a sensualidade latente de suas produções. Retratando, especialmente, mulheres negras, o erotismo de suas telas se manifesta como algo racional e matemático, não se resumindo apenas na mera tentativa de expressão corporal e passando longe da estetização do mundo e dos objetos.

A exposição faz parte da programação do museu, que gira em torno do tema Histórias da Sexualidade. Dividida em quatro eixos (nus, danças, retratos e a série erótica), fica em cartaz até o dia 18 de dezembro de 2017.

Pedro Correia de Araújo no MASP

Museu de Arte de São Paulo – MASP

Endereço: Avenida Paulista, 1578, São Paulo, SP, 2º subsolo

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